Espaços

30 de jul de 2009

"A vida é tão rara"


"Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara"





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Ontem, no caminho de casa para o trabalho, uma folha se desgarrou da árvore e caiu bem em mim. Uma folha pequena, coisa boba, mas que mexeu comigo. Na mesma hora meus pensamentos pararam na passagem bíblica que diz que "nada acontece sem a permissão do Senhor" (Mateus 29:10)

Esse pensamento me acompanhou durante todo o meu dia, noite e hoje pela manhã.

Saí de casa, como de contume, bem cedinho. Cheguei ao centro da cidade e me deparei com uma cena, no mínimo, triste. Havia um homem deitado no chão, com muita gente em volta, uma ambulância do SAMU (Serviço de Atendimento Médico de Urgêngia), uns 3 ou 4 socorristas e mais uma viatura da Polícia Militar. Gente pra caramba, né?

Minha curiosidade me levou a me juntar aos espectadores e checar o que acontecia. Quando cheguei, os socorristas estavam fazendo massagem cardíara e administrando o oxigênio. A vítima era um homem, de mais ou menos uns 55 anos de boa aparência que provavelmente havia sofrido uma parada cardíaca a caminho do trabalho. Os socorrisas já haviam perdido as esperanças de reanima-lo e se preparavam para colocarem-no na ambulância e partirem em direção ao pronto-socorro.

Saí dali, deixando para trás um homem que não respondia aos estímulos dos socorristas e vários espectadores. Saí dali triste e com um ponto de interrogação na mente.

Minha manhã se foi. Como a vida é frágil, é rara. O coração daquele homem parou e pode ter levado aquele senhor à morte. Um pedaço do corpo dele não correspondeu ao seu desejo de vida.

Questionei a Deus como isso aconteceu. Aquele homem provavelmente tem mulher, filhos, amigos queridos. Como deixa-los para trás de forma tão dramática. Longe de casa, na presença de estranhos, no meio da rua.

Sabe qual foi a resposta? A mesma de ontem, quando a folhinha caiu em mim:

NADA ACONTECE SEM A PERMISSÃO DE DEUS. E É ELE QUEM CUIDA DOS SEUS.

Me voltei aos meus tão pequenos pensamentos e pedi perdão. O nosso Deus conhece nossos passos e sonda o nosso coração. Ele sabe nosso momento de ir e vir. Nossa vida (e morte) pertence a Ele.

Quando tudo estiver ruim, lembre-se que, ainda assim, Deus está no controle (basta você deixar que Ele te conduza).

29 de jul de 2009

O Sentido do Matrimônio (autor desconhecido)


O café da manhã que mamãe preparava era maravilhoso! Embora fôssemos uma família humilde, minha mãe sempre preparava com muito carinho a primeira refeição do dia. Era ovo frito com farinha, outro dia era ovo escaldado, depois era bife com pão, lingüiça com ovo e pão... Tudo feito com simplicidade.

Ao acordar naquela manhã, quando retornei da primeira 'lua de mel' para ir ao trabalho, pensei que encontraria a mesa posta, o café da manhã preparado. Como estava acostumado com a casa da mamãe, pensei que acordaria com aquele gostoso cheirinho que vinha sempre da cozinha lá de casa. Olhei para o lado e vi minha esposa, dormindo profundamente. Feito um anjinho - de pedra! Raspei a garganta, fiz barulho tentando acordá-la. Nada!

Fui para o trabalho irritado, de barriga vazia. O local do trabalho ficava a uns cinco minutos do apartamento que alugávamos. Ao me sentar na mesa de trabalho, sentindo o estômago roncar, abri a Bíblia no seguinte trecho:
'O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles'(Lc 6,31).

Disse para mim mesmo: 'O SENHOR não precisa dizer mais nada'.

Lá pelas nove horas da manhã, hora em que se podia tirar alguns minutos para o café, dei um jeito de ir até o apartamento, não sem antes passar em uma padaria e comprar algumas guloseimas. Preparei o café da manhã e levei na cama para ela. Ela acordou com aquele sorriso tão lindo!

Estamos para completar Bodas de Prata. Nesses quase vinte e cinco anos de casamento, contínuo repetindo esse gesto todos os dias. E com muito amor!Estou longe de ser um bom marido, mas a cada dia me esforço ao máximo...

Tenho muito a melhorar, tenho de ser mais santo, mas paciente, mais carinhoso. Sinto-me ainda longe disso, pois o modelo que estou mirando é Jesus: 'Maridos, amai a vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela' (Ef 5,25).

O matrimônio é um desafio, pois a todo o momento temos que perdoar e pedir perdão. A cada dia temos que buscar forças em Jesus, pois sem Ele nada podemos fazer (cf. Jo 15,5).

Quando Paulo se despedia dos cristãos em Éfeso, citou uma bela frase de Jesus 'É maior felicidade dar que receber' (At 20,35b). Quando se descobre isso no matrimônio, se descobre o princípio da felicidade.

Por que muitos casamentos não têm ido adiante? Porque o egoísmo tomou conta do casal. É o 'cada um por si' que vigora.Estamos na sociedade do descartável: copo descartável, prato descartável, etc. Pessoas não são descartáveis, porém, o que não é descartável precisa ser cuidado para ser durável. O mundo precisa do testemunho dos casais de que o matrimônio vale a pena! E, para que isso aconteça, é necessário um cuidado amoroso e carinhoso por parte do marido e da esposa. Ambos têm o dever de cuidar um do outro com renovados gestos de carinho e de perdão diariamente.É preciso declarar, todos os dias o amor em gestos e palavras.

A primeira palavra que sempre digo para minha esposa ao iniciar o dia é:'Eu amo você'. Não é fácil dizer isso às vezes, pois muitas vezes acordo mau comigo mesmo. Então, faço uma oração pedindo o Espírito Santo e Ele me dá a força do amor para amar aquele dia. Recebo de Deus a força do perdão.

Faça isso agora também. Declare seu amor!

Aos solteiros e aos que ainda não se casaram, quero dizer o seguinte: 'Se você estiver pensando em casar só para ser feliz, não se case! Fique como está, solteiro mesmo'. Mas, se sua intenção é se casar para fazer alguém feliz, case-se e você será a pessoa mais feliz do mundo!

O segredo da felicidade é fazer o outro feliz!
(texto enviado pela minha grande amiga e irmã, Daiany Leopoldino)

01 de Agosto de 2009 - Não perca


28 de jul de 2009

Raio-x

O Mérito e o Monstro
O Teatro Mágico

O metrô parou
O metro aumentou
Tenho medo de termômetro

Tenho medo de altura
Tenho altura de um metro e tanto
Me mato pra não morrer

Minha condição, minha condução
Meu minuto de silêncio
Os meus minutos mal somados
Sadomasoquismo são

Meu trabalho mais que forçado
Morrendo comigo na mão
A maioria das pessoas passa de oito a doze horas por dia fazendo coisas que não fazem sentido na vida delas
PERMITA-SE! PERMITA-SE!

Pra dilatarmos a alma
Temos que nos desfazer
Pra nos tornarmos imortais
A gente tem que aprender a morrer
Com tudo aquilo que fomos
E tudo aquilo que somos nós

25 de jul de 2009

Power Family!!!


"Hoje eu acordei feliz!!!"


Tava morrendo de saudade do meu pai e do meu irmão... mas isso acabou hoje!

Bom, minha semana é muito corrida. Trabalho bastante. Saio de casa enquanto todos dormem, chego tarde, tenho pouco tempo com os que amo e, pra ajudar, meu pai e meu irmão estavam viajando nas férias.

Belezura, né?!

Sabadão, dormindo até tarde, matando saudade da cama quando, de repente, ganho um big beijo estralado, de surpresa!

Ebaaaa!!!! Papai e Dani voltaram!!!!

Num mundo onde pais saem de casa, mães não aceitam os erros cometidos pela família, filhos só procuram os pais para dinheiro, separações, brigas, desunião, me sinto privilegiada pela família que tenho!

Papai e mamãe, juntinhos, com erros, acertos e muito amor. Irmãos, amadíssimos!

Só posso agradecer a Deus!


Thanks Dad!

24 de jul de 2009

Trilha do Mês


Paciência
Lenine

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência

O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara

15 de jul de 2009

Um dia após o outro









Ninguém pode julgar o caráter de uma pessoa baseado no seu erro, mas sim baseando-se na sua trajetória após o ocorrido.







Tive a péssima idéia de cometer erros consciente de que estava errando e, como era de se esperar, paguei/pago por eles. A única coisa que as pessoas se esqueceram foi que não se pode julgar um caráter pelo erro cometido, mas sim pelo caminho trilhado por quem errou. Se houve arrependimento, disposição em mudar e esforço para crescer, como afirmar que essa pessoa é "ruim"?


Pense: Uma pessoa é extremamente espiritual. Faz parte da equipe de louvor, tem um namoro segundo Cristo, é ativa e participante dos eventos da sua igreja local. De repente algo acontece em sua vida e sua fé se abala. Ela entra por um caminho de dor e morte, sem se dar conta que tantos risos pela noite resultarão em choro pela eternidade. Muitos tentam conversar e mostra-la que ela está errada. Por fim ela decide trilhar seu caminho errado sozinha e sem Deus.


Agora outro caso: Uma pessoa nunca foi "flor que se cheire", apesar de ser muito presente em sua igreja local. Participa de todas as reuniões e até se arrisca trabalhando em alguns ministérios, mas continua com seus errinhos de estimação. De repente essa pessoa despenca do seu mundo de faz de conta e se depara com a realidade dos seus erros. Procura imediatamente alguém mais maduro para que possa lhe dar uma direção e lhe mostrar como não errar mais e, se possível for, reparar os erros já cometidos.


Agora me responda: Quem você acha que será mais "paparicado"?

Infelizmente afirmo que o primeiro caso tem privilégio, afinal, seu passado é limpo e não há que se levantar, o que não acontece no segundo caso.
Mas eu afirmo, com toda segurança que alguém pode ter, que esses casos são idênticos.

Não podemos julgar uma pessoa pelos seus erros. A única diferença é que de um lado houve arrependimento e mudança de atitude, portanto PROVAVELMENTE essa pessoa esteja moldando o seu caráter de acordo com o caráter de Cristo, enquanto o outro trilha o caminho contrário. Mas ambos precisam de atenção, carinho, amor e exortação - um para voltar a ser como antes (um instrumento nas mãos de Deus) e o outro para trilhar seu caminho sem os erros do passado.

13 de jul de 2009

Michael Jackson: Um ser de faz de conta (Maria Clara Bingemer)


Com todo respeito ao sofrimento de quem estava doente há tanto tempo e morreu em deplorável situação de debilitamento físico, pesando 51 quilos e com vários ossos quebrados, Michael Jackson parece mais fictício do que real. A fantasia sempre imperou sobre a realidade na vida deste menino pobre, o sétimo dos nove filhos de uma obscura família de Gary, Indiana, cujo pai era testemunha de Jeová e dava aos filhos rígida educação.

O talento dos rebentos, que faziam música sem sua permissão, foi um dia descoberto pelo severo patriarca Joseph. Ele percebeu que ali estava o segredo que o tiraria da pobreza. Mudou-se, então, para a Califórnia, onde primeiramente o jovem Michael começou a cantar num conjunto com os outros irmãos, o famoso Jackson Five, até iniciar, em 1971, a carreira solo que o transformaria num astro pop.

A partir daí, a vida de Michael Jackson foi marcada por um constante paradoxo entre uma história de sucesso entremeada com escândalos, anomalias, dramas e tragédias. Acusações de abuso sexual, operações várias para corrigir problemas de uma saúde frágil, transformações faciais e corporais, misturavam-se com milhões e milhões de cópias de discos vendidos, fãs se descabelando e gritando seu nome, querendo tocá-lo, esperando de tocaia na porta dos hotéis onde se hospedava, imitando seu jeito de dançar, dando aos filhos seu nome.

Ao mesmo tempo em que fazia vultosas doações para entidades filantrópicas, Michael Jackson vivia em litígio com a justiça por acusações de abuso sexual, pedofilia, evasão de divisas, sonegação de impostos. Impossível esquecer a imagem terrível do cantor em delírio absoluto, balançando o filho recém nascido para fora da janela do alto do hotel onde se encontrava hospedado em Berlim, em 2002. Provocou terror no mundo inteiro e as acusações de abuso sexual recrudesceram fortemente.

A morte do cantor, no último dia 25, ganhou as manchetes do mundo inteiro. Sua saúde física parecia decair no mesmo ritmo vertiginoso que a saúde mental. A estrela do astro pop, que brilhava há tantos anos, decaía e empalidecia, enquanto sua vida ia se esboroando, assim como suas finanças. Morreu endividado, destruído fisicamente pela dependência química, pela insanidade mental, de forma melancólica.

Acima de tudo, Michael Jackson passou pela vida com ar de faz de conta. Parecia não ser de verdade aquele superstar que à medida que ganhava mais visibilidade semeava a dúvida sobre se era homem ou mulher, negro ou branco, caritativo ou desonesto, pai amoroso ou pedófilo cruel. Nada nele parecia real. E sua morte comprova essa aura de ficção quando, ao mesmo tempo em que ganha as páginas dos jornais, é objeto de declarações sobre casamentos não consumados, seguros milionários forjados de última hora, filhos assumidos como seus mas de duvidosa paternidade.E, no entanto, fãs do mundo inteiro declaram-lhe sua eterna saudade, desejam ser seus seguidores, dançam uma e outra vez o passo da lua, o célebre “moonwalk” que o imortalizou e sublinhava seu estilo light, juntamente com sua voz andrógina e inclassificável. Mais ainda: há informações de que o Rio de Janeiro erguerá uma estátua em sua homenagem no Morro Santa Marta, onde ele gravou um vídeo clipe em 1996.

Parece-me um tanto preocupante essa idolatria de um astro irreal, que não pisa no chão e dança lunaticamente. E propõe um modelo de humanidade que não possui consistência e carece de realidade. Por que nos repugna tanto voltar o olhar para os paradigmas reais, os heróis de verdade, que a cada dia arriscam a vida para salvar a de outros? Que Michael Jackson descanse em paz. Certamente agora terá se defrontado com a verdade sobre si mesmo e sobre a vida. E que nós possamos descobrir modelos e paradigmas mais nobres e consistentes para inspirar nossa vida e nossa conduta. Para que não nos tornemos, nós também, seres de faz de conta.


Maria Clara Bingemer é autora de "A Argila e o Espírito - ensaio sobre ética, mística e poética" (Editora Garamond), entre outros livros.

10 de jul de 2009
















"Todo pé torto, tem um chinelo velho que lhe cabe" (provérbio popular)



Beijo de Filme

Era um tanto esquisito
Jogava peteca contra o muro vizinho
Sem saber
Que a vizinha ao lado
Andava sozinha com os meninos do bairro

Mesmo um tanto inibido formou-se palhaço na escola de circo
Com louvor
Mestrado em riso ganhou a vizinha
Com a piada do padre

Escolha bem
Procure achar
Se é que existe
Alguém que realmente te aguente
Capaz de realmente te amar

Mesmo que não acredite
Em amor de verdade em beijo de filmeTem que haver
Alguém nesse mundo
Que não te despreze
Que não te repulse
Pois mesmo que não acredite
Em conto de fada em beijo de filme
Tem que haver
Alguém pra te amar

Era um tanto franzina
De frente era meio de lado era nula
Sem sabor
Não muito barbada
Assustava os meninos por onde passava
Mesmo com tantos defeitos
Achou um marido como tinha direito
Sem saber
Mas pouco importava
Que não tinha dentes e nada enxergava

Escolha bem
Procure achar
Se é que existe
Alguém que realmente te aguente
Capaz de realmente te amar